Quebrando o Sistema


As formas de opressão no meio social são diversas, a classe trabalhadora tem que lutar para conquistar seu espaço, fugir da opressão e manter-se em uma posição econômica suportável. Para isso, o caminho mais propício a se percorrer, creio que seja o da instrução e dedicação aos estudos. Através deles, o leque de oportunidades se expande e o indivíduo tem melhores opções no meio ‘trabalhista’, tendo a possibilidade de garantir para si uma vida digna, além de adquirir pensamento crítico e tomar maior conhecimento com relação aos conflitos sociais, o que vem a ser, demasiadamente, importante.

Nota-se deficiências na gestão governamental, como a insatisfação de necessidades significativas dos indivíduos inferiorizados, fazendo, muitas vezes, com que busquem meios de subsistência não favoráveis, como submissão a exploração que infelizmente é realidade de um número considerável de brasileiros, que trabalham excessivamente para a obtenção de um salário lamentável. As vontades e necessidades do sujeito subalterno não interessam à elite, ao contrário, quanto mais pobre, dependente e humilhada a classe trabalhadora estiver, mais a alta sociedade se sentirá poderosa e superior, seu interesse só se desperta quando se trata de "colher os frutos de ouro da árvore da indústria". É possível ter uma noção mais abrangente desse conceito por meio de Marx.


Há também, o transtorno do descuido com relação à educação. Em recente diálogo com um amigo, quanto ao cenário educacional, citou ele um pensamento de Darcy Ribeiro: "A crise da educação no Brasil, não é uma crise; é um projeto". Projeto esse que infelizmente vem funcionando. Tal negligência é proposital, porque não investindo em educação, se investe indiretamente na consolidação da opressão, se formam menos pensadores críticos e conscientes, e mais sujeitos alienados, menos pesquisadores autônomos e, infelizmente, mais e mais telespectadores da denominada REDE GLOBO.

O sistema beneficia os abastados, para eles o cotidiano é simples, o trabalho é descomplicado e a vida é leve, quando comparados aos trabalhadores, para os quais, o cotidiano é atribulado, o trabalho é árduo e a vida é laboriosa. Porém, há sim meios de quebrar o sistema e suas injustas colocações, todos conhecem histórias como as da faxineira que se firmou no ramo empresarial, do gari que conquistou seu próprio negócio, da filha da empregada que hoje é médica e inclusive à mais popular de todas: a do operário que virou presidente. Todos são exemplos de pessoas que se fizeram insatisfeitas com a situação em que estavam e buscaram por uma melhora de vida. Em alguns casos, a busca não está relacionada apenas as suas próprias vidas, mas também, das de outrem.

Ao analisar ocorridos como os citados, dentre outros, constata-se ser notoriamente possível adquirir por meio de esforço e dedicação o que se almeja. Sim, podemos estar ainda longe do fim da opressão, porém, saindo do comodismo, lutando para a conquista de nossos objetivos e destruindo progressivamente as barreiras impostas pelo sistema, já estamos caminhado rumo à esse propósito.

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"A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento."

Platão

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