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Existem algumas frases, livros, poesias, filmes, músicas, entre outros seguimentos que, nos marcam sensivelmente, influenciando os moldes como compreendemos e nos comportamos perante os determinismos sociais. Recentemente, nesse mesmo espaço do Além dos Muros, tive a oportunidade de fazer uma leitura muito provocativa sobre o filósofo alemão, Friedrich Nietzsche (1844-1900). O texto ao qual me refiro, foi produzido pelo Jean Carlos, intitulado Nietzsche e a Moral.

 

 

Em suas reflexões, o autor tendo como parâmetro o filósofo alemão, nos ajuda a compreender o quanto os preceitos da moral moldam o nosso cotidiano, fazendo com que, não sejamos capazes de caminhar por conta própria, mas, sempre estamos esperando que, uma ‘força’ natural/sobrenatural venha ao nosso encontro e nos diga qual caminho devemos seguir. Compreendo moral como um preceito do conservadorismo, benevolente com as leis vigentes. Quando vejo que, a nível nacional, estamos caminhando para a perspectiva um tanto quanto moralista, vendida como salvação nacional, fico extremamente preocupado.

 

Porém, voltemos as frases com potencialidade de nos tirar do lugar comum. Não sou um leitor tido e compreendido como nietzschiano, muito pelo contrário, tenho enormes dificuldades em lê-lo, no qual, a minha capacidade cognitiva está distante de compreender as reflexões do filósofo. No entanto, uma frase de Nietzsche, presente em sua vasta produção, me tira do lugar comum, principalmente quando afirma que: “Deus está morto”. Uma frase sem contextualização, fica à mercê de interpretações. No entanto, me falta capacidade para contextualiza-la nesse momento, mas, mesmo assim, essa reflexão me impacienta.

 

Assim, como me deixa inquieto uma frase do filósofo francês Voltaire, pensador do século XVIII que, influenciou consideravelmente as reflexões de Nietzsche no século subsequente. Em sua vasta obra, caracterizada principalmente pelo sarcasmo crítico, endereçado ao clero religioso católico da Europa, Voltaire afirma o seguinte: “Se Deus não existisse, precisaria ser inventando”. Em síntese, o filósofo francês percebia diante do seu contexto, uma incapacidade da sociedade para regulamentar as suas ações, ou melhor, para possibilitar a convivência possível entre pessoas, já que, para ele, o mundo era um caos, e tornar a vida menos sofrível era um desafio importante, inatingível para os seres humanos, daí, a necessidade da existência de um ser onipresente para controlar a vida social.

 

Em rápidas palavras, sem ter a pretensão de apregoar a existência suprema, acaba chamando atenção nessas duas colocações dos mencionados filósofos, o conceito da existência de Deus. Para Nietzsche, Deus está morto, se está morto, significa em linhas gerais que, Deus um dia existiu. Se não existia mais, na ótica do pensador alemão, era em virtude da não necessidade humana, quando a onipresença divina fora suplantada pelo poder instantâneo da ciência, me valendo das reflexões de Viviane Mosé. Quando Voltaire, defende a necessidade da existência de Deus, não diz que, Deus é uma invenção sem sentido. Embora, a recusa tanto do filósofo alemão, quanto do francês, em não aceitarem a ideia da não existência de Deus, não significa que, a entidade divina não possa ter sido uma criação humana em suas concepções.

 

No entanto, independentemente das assertivas para se pensar o conceito de Deus, conjuntamente com a inserção inicial do texto, no sentido de pensar as frases que, nos tiram do lugar comum. Recorro a frase do filósofo inglês Thomas Hobbes (1588-1679), principalmente quando afirma que: “O Homem é o Lobo do Próprio Homem”. Frase essa presente em seu clássico livro, O Leviatã (2008). A reflexão de Hobbes, está pautada em uma compreensão da incapacidade de auto governabilidade humana, por isso a defesa de um estado forte que, tivesse condições de controlar a vida social.

 

Em síntese, para Hobbes, o homem mata o próprio homem, para Voltaire, sem o medo de Deus, o mundo seria um verdadeiro caos, e para Nietzsche, o homem mata Deus. Excetuando o filósofo alemão, as duas menções anteriores nos remetem a um lado horrendo da sociedade, no sentido da incapacidade de conviver em harmonia, me valendo de um conceito muito presente até o final do século XIX. No tempo presente, conviver em harmonia, seria o que, denominamos de respeito as diferenças. Questão essa, no qual, continuamos a tatear. Continuamos a viver como os nossos pais, parafraseando o compositor e cantor brasileiro, Belchior. Assim, será que, vivemos como os nossos pais, porque: “Nascemos bons e a sociedade nos corrompe? Indubitavelmente, Rousseau tinha toda a razão ao trazer para o campo das suas reflexões esse lado da perversidade humana, principalmente quando as pessoas se inserem na sociedade.

 

Sinceramente, as frases me tocam, provavelmente seja pela capacidade que elas tem de sintetizar a síntese da síntese de um pensamento, provocando-nos para conhecer mais sobre as ideias de quem as produziu. As frases não se constituem como um reducionismo do pensamento, mas, como um convite importante para conhecermos com mais propriedade a história do(s) pensamento(s).

 

Boa Semana para Vocês!

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"A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento."

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