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No último dia 02 de agosto, tivemos à oportunidade de acompanhar mais de perto as leituras atuais e perspectivas vindouras dos(as) parlamentares nacionais. Como não poderia ser diferente, guardadas as proporções, acompanhamos um verdadeiro manancial de horrores que, inevitavelmente amedronta, entristece, esclarece e, por último, deixa sem esperança uma parcela significativa da sociedade que continua a visualizar na representação política uma possibilidade de diminuição de seus problemas.

 

 

O fato das esperanças se esvaírem de forma mais intensa, não está necessariamente relacionado com o não afastamento do presidente, Michel Temer. Uma parte de nossa sociedade é sabia o suficiente para saber que problemas estruturais não serão resolvidos com a retirara de alguém de um posto para colocar outro, nessa situação, Rodrigo Maia. Não há diferença entre, Rodrigo Maia e Temer, ambos são conduzidos por algo muito maior, a saber, o capital especulativo que ri sorrateiramente da vida das pessoas, se preocupando apenas com a rentabilidade de seus recursos.

 

Para concretizar mais facilmente seus objetivos, ter alguém sobre o seu jugo no principal comando político do país é de fundamental importância e, nesse momento, essas pessoas são representadas principalmente pelo atual Presidente da República e o Presidente da Câmara dos Deputados. Nesse interim, quem dita a carta da política “micro” econômica do país é verdadeiramente o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Provavelmente a irrefutabilidade dessa argumentação esteja na falas mais recentes do próprio ministro, quando, em muitas situações disse que mesmo se acontecesse a saída de Temer, ele continuaria à frente do Ministério.

 

As pessoas não se manifestaram mais intensamente pela saída de Temer, porque entenderam que não haveria modificações em suas vidas cotidianas. Modificações se daria de fato se houvesse a possibilidade de eleição direta, quando, o poder de decisão seria destinado a quem lhe pertence de fato, a saber, o povo brasileiro. Desse modo, à ausência de esperança de transformação social por meio do processo político se encontra em evidência porque, à sociedade pobre desse país sabe que serão aqueles(as) que impediram a possibilidade de investigação do atual presidente, argumentando preocupação com a dita estabilidade econômica que, decidirão as políticas públicas que impactarão diretamente em seu cotidiano. 

 

Tenho acompanhado muitas pessoas dizerem que, no ano vindouro, os(as) representantes que nessa situação específica ignoraram a vontade popular, receberão suas “recompensas” por parte da sociedade, quando essa recompensa será pela não reeleição dos mesmos(as). Respeito quem pensa isso e, sinceramente torço enfaticamente para estar equivocado em minha análise, mas, imagino que em torno de 90 à 95% dos(as) deputados federais que disseram “sim”, conseguirão se reeleger em 2018.

 

A projeção que faço não está relacionada por acreditar em uma incapacidade das pessoas para escolherem seus representantes, longe disso, mas, porque o sistema político continuará da mesma forma, barrando ideias e ideias novos, para beneficiar os conceitos e preconceitos de sempre, colocando a sociedade mais uma vez como vítima de toda essa estrutura histórica e, não menos importante, corroída pelas ações do tempo. Não podemos nos enganar, a possível reforma política idealizada pelos arautos do poder, se efetivará para manter intacto a estrutura atual.

 

Em 2018 não teremos renovação, mas, continuação, ou melhor dizendo, estabilidade. A palavra estabilidade e seus efeitos em uma país como o Brasil, que é notoriamente caracterizado pelas desigualdades sociais, indubitavelmente preocupa. Estamos vivenciando na prática os efeitos desastrosos dessa forma de governabilidade, caracterizada pela retirada de conquistas sociais, com intuito evidente de empobrecer ainda mais a população, procurando ampliar os benefícios dos privilegiados historicamente.

 

Assim, as pessoas ao olharem para à ampla maioria dos(as) parlamentares do congresso nacional e, em consequência não terem esperança, está distante de ser uma inércia social, pelo contrário, quem assim o faz, demonstra uma capacidade importante de compreensão. Após essa leitura, o avanço de mais uma casa é fundamental e, esse avançar passa impreterivelmente pela praticidade das ações. O grande problema é, quais serão os próximos passos?

 

Abraço e boa semana para vocês!

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"A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento."

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