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O filósofo da USP, Vladimir Safatle vem levantando atualmente a hipótese de que o ano de 2018 pode não existir no tocante as eleições políticas. Isso mesmo, para o professor há uma possibilidade significativa de não haver o processo eleitoral no ano vindouro. Entre uma das suas justificativas está o fato de que, aqueles que atualmente ocupam o principal posto do país podem encontrar meios jurídicos, mercadológicos, midiáticos e outros mais preocupantes para não deixarem com que o processo eleitoral venha à acontecer.

 

 

A hipótese levantada ganha ressonância principalmente se for observado os últimos processos eleitorais, mais precisamente as quatro últimas eleições, quando, o atual grupo político não conseguira obter êxito nos pleitos. Para chegarem ao poder tiveram que recorrer a uma velha e inescrupulosa tática utilizada na conjuntura latino-americana, a saber, práticas e meios distantes de passarem pelo crivo popular.

 

Michel Foucault por inúmeras vezes afirmou que o poder não é somente o poder, trazendo consigo inúmeras nuances e benefícios para aqueles(as) que conseguem chegar ao topo de uma escala social. Por meio dessa reflexão nos é possível compreender melhor porque quem ocupa os diferentes escalões da política nacional, desde edis à Presidente da República, reluta até as últimas consequências para não haver alternância de poder. Os exemplos são notórios, desde compra de parlamento para aprovar o estatuto da reeleição, a reeleição em si, a sucessão/reeleição e, por último a interrupção democrática compreendida nesse sentido como respeito ao voto popular.

 

A hipótese levantada por Safatle e o risco de 2018 não existir, no mínimo causa preocupação, e se eventualmente há uma inquietação nesse sentido é porque a hipótese tem condições de se concretizar. Em um país como o Brasil, no qual, a tradição democrática ainda se encontra distante do cotidiano, toda probabilidade voltada para os preceitos autoritários de forma alguma pode ser descartada pelos setores progressistas.

 

Por exemplo, estamos com mais de meio século da implementação da última ditadura verdadeiramente assumida nesse imenso território, quando, como era de se esperar diante de um regime que apregoou(a) a disciplina e a violência, no qual, produziu mortes, torturas, perseguições, violações de todos os tipos de direitos, exílios, aniquilamento político de opositores, privilégio aos ricos e, muita, mais muita corrupção. Assim, como outras mazelas que nos importunam até os dias atuais.

 

No entanto, mesmo com a barbárie que foi a ditadura civil-militar de 1964-1985, conjuntamente com seus reflexos no tempo presente, é possível se deparar cotidianamente com inúmeras pessoas que defendem essa horrenda forma de governabilidade. Quando não defendem abertamente, apoiam e dizem votar em quem defende à ditadura como forma de governo. Assim, não é de se admirar se por ventura o ano de 2018 não existir, encontrarmos e acompanharmos manifestos apoiando a não realização das eleições em nome da governabilidade, da austeridade, da empregabilidade, do MBL e do VEM PRA RUA, pelas forças sobrenaturais, pelo PATO e, por último, para o bem da nação, porque eles são os “cidadãos de bem” e somente eles tem condições de dizer qual é o remédio bom para o país. Pelos menos é o que acreditam.

 

A hipótese que norteou a nossa reflexão até o presente momento, talvez seja a única possibilidade mais previsível para o ano vindouro, porque o país do futuro, em pouco mais de um ano se tornou o país da incerteza. E não ter certeza dentro de um espaço que respira e transpira ares conservadores, nunca é, e tampouco pode ser considerado algo benéfico para as classes subalternas. Acompanhar atentamente os próximos e imprevisíveis passos da conjuntura política é imprescindível e, dependendo das circunstâncias, a resistência em todos os níveis pode ser uma das, ou melhor, a única alternativa possível de reverter um panorama desolador.

 

Quanto a resistir, o povo brasileiro sabe se comportar como poucos, em virtude de resistir cotidianamente para sobreviver.

 

Abraço e boa semana para vocês.    

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"A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento."

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