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Uma pergunta que nunca quer calar: O que estamos fazendo de nós mesmos? Fim de ano tempo de festas. As redes sociais nos tão uma boa impressão sobre o período natalino e Ano Novo. Mas sem dúvida é necessário fazermos uma reflexão: será que estamos mesmo vivendo felizes como diz o colunista Guilherme Lima do site: Genialmente Louco “Parece que vivemos em um comercial de margarina como uma família feliz”. (Os entendedores entenderão a frase).

 

 

Todavia, é necessário fazer algumas ponderações sobre a atual conjuntura que nós estamos vivenciando. (crise política e econômica). A política “pão e circo” da Antiguidade parece que voltou! Enquanto o Brasil está se afundando nós estamos comemorando as festas de Natal e de Ano Novo. Frase mais emblemática para isso somente a exibida no fim de ano da Globo, cantando aquele refrão, que maquiam as mazelas da sociedade: “Hoje a festa e sua, hoje a festa é nossa, é de quem vier... cabe análise a esse simples refrão.  Como assim a festa é sua é nossa! Será que as camadas populares tem um Natal e um Ano Novo como esse pessoal da Globo, que se veste de branco e acha que representa o país inteiro. Como que essa festa é de quem vier? Será que todos nós temos as mesmas condições de ter um Natal e um Ano Novo  pelo menos digno?

 

Acompanhado o noticiário dos jornais nos últimos dias, chega a ser engraçado, mas na verdade sinto inveja da população argentina. Quando gritaram em protesto a Reforma da Previdência do Maurício Macri: “Aqui não é Brasil” (E nós brasileiros ficamos discutindo quem é melhor Pele ou Maradona). Mas não parece que essa acomodação do brasileiro com o atual status quo é de hoje, vem no DNA, basta vermos como foi à independência do Brasil, muito mais um acordo da elite local e a Coroa portuguesa segundo o economista Nildo Ouriques. Ainda mais quando recorremos ao nosso Hino Nacional no trecho que diz: “Deitado eternamente em berço esplêndido”

 

Retomando o nosso fio condutor dessa reflexão, vamos viver no nosso mundo imaginário ou vamos partir para o mundo real com uma percepção de enfrentamento das mazelas que nos assolam? Bauman na sua obra Modernidade Líquida apesar de não dizer com essas palavras, para ele, o homem contemporâneo sofre com a falta de sentido. Talvez seja por isso que passamos por um momento delicado, onde as pessoas já estão muito mais preocupadas em se organizarem para o Carnaval do que com as eleições de 2018.

 

Bom pessoal aqui neste texto busquei expor algumas das minhas ideias sobre o atual momento que nós estamos atravessando. Meu objetivo não foi tornar ninguém cético em relação às comemorações dos períodos festivos de fim de ano, muito pelo contrário é óbvio que devemos confraternizar, minha intenção em primeiro momento fui trazer uma provocação no sentido mais amplo do termo para pensarmos algumas questões relacionadas ao nosso país.

 

Abraços, boas festas de fim de ano. Muita paz e alegria para todos nós.

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"A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento."

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