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Da Cobiça a Alienação: a coisificação do homem pelo dinheiro

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Usualmente, se tem a ideia, de que, quanto mais se economiza dinheiro, mais o indivíduo se beneficia com isso. Porém, este é um conceito paradoxal, porque deste modo, quanto menos se compra livros, assiste à palestras, vai ao teatro, viaja, enfim, quanto menos se investe em momentos de lazer (que são geralmente considerados gastos desnecessários), obviamente menos dinheiro se gasta, mas, como consequência, menos se descansa e mais sobrecarregada fica a mente do indivíduo devido à extensa jornada de trabalho, e em alguns casos, às horas extras que cumpre, que o impedem de  usufruir de um tempo livre de qualidade.

 

 

Tal situação, interfere no cumprir de seus deveres, em sua vida pessoal e em sua relação com outros. Em conclusão, as consequências que o indivíduo tem, são maiores do que qualquer ganho material que ele possa obter partindo desta concepção de economia isso demonstra o quanto a cobiça priva o sujeito de suas vontades e por vezes de suas necessidades. 


                 O desejo de economizar o dinheiro que possui, o anseio por capital, a preocupação por ganhar cada vez mais, permeiam nosso meio social. Progressivamente, os indivíduos vão deixando de lado seus interesses pessoais e permitindo-se alienar pela cobiça, com o pensamento de que ganhar o necessário não basta e de que deve dispor de sempre mais dinheiro do que já se tem, o que costumeiramente simboliza privar-se de viver momentos de lazer e deixar o descanso em segundo plano.  Assim, para chegar onde ele almeja, ou seja, a aquisição abundante de dinheiro, ele deve trabalhar progressivamente, deste modo, o indivíduo passa a viver inteiramente focado no ato de acumular.
              O sujeito que se deixa alienar pela posse de bens materiais, vive em prol da concentração de riquezas, apesar de querer progredir, ele não sai de seu lugar comum, pois não utiliza-se de senso crítico, sua única busca é pelo lucro. O sujeito perde a sua própria identidade como ser social, torna-se corruptível, esquece de seus valores, das questões sociais que lhe dizem respeito e da necessidade de sua participação ativa como parte do meio social à qual pertence. Assim, com tantas percas, o único ganho que ele obtém realmente, é o de dinheiro. Mas, como defendido por Weber, esse é um dos fundamentos do capitalismo, a saber, a premissa de: “ganhar dinheiro e sempre mais dinheiro, no mais rigoroso resguardo de todo gozo imediato do dinheiro ganho”.

 

                 Não há nada de errado em trabalhar para ganhar dinheiro, já que ele é, indiscutivelmente, preciso para o sustento diário. O que eu coloco aqui, como ponto central do texto, é a ganância exacerbada pela conquista dele em um nível ascendente ao que o indivíduo necessita e suas consequências. Logo, o indivíduo focado apenas no acúmulo de bens, vivendo para e pelo trabalho, dispondo-se de cada vez mais dinheiro e consolidando-se como o típico capitalista cego, se coisifica, transpassa a situação de homem para a de um objeto controlado pela riqueza. As virtudes de tal sujeito dissipam-se e sua essência se corrompe por completo. A partir daí, tudo o que ele é, é tanto quanto seu dinheiro pode lhe proporcionar ser.

 

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"A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento."

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