Eleições de 2018 e o Fenômeno do Não Me Representa

Provavelmente, um dos fenômenos mais interessantes à serem observados nas eleições vindouras, esteja vinculado diretamente com a estética da recepção por parte dos eleitores(as). É notório que desde a tentativa de se concretizar de forma efetiva a democracia em solo brasileiro, ideal ruído pelo golpe parlamentar de 2016, a sociedade como um todo nunca estivera tão desacreditada dos seus representantes como no estágio atual. A desconfiança não está relacionada apenas há um fator específico, mas, existem uma série de conjuntos que se complementam no tocante à influenciar a rejeição, indo muito além das denúncias sobre corrupção. Para se identificar o descontentamento se dispensa às pesquisas d

Do Ofício De Historiador

No último dia 19 (sábado) comemorou-se o dia do historiador. A data comemorativa foi criada por força da Lei nº 12.130, de 17 de dezembro de 2009. O projeto de lei que reserva uma data específica para a comemoração nacional do dia do historiador é de autoria do senador Cristovam Buarque (PPS-DF). A opção pelo dia 19 de agosto não poderia ser tão pertinente. Essa data marca o nascimento de um dos mais famosos e reconhecidos abolicionistas e diplomatas da história do Brasil: Joaquim Nabuco (1849-1910). Homem de notória carreira intelectual, Nabuco empenhava-se em lutar contra o “fascismo” da escravidão e em defender as relações harmoniosas entre os segmentos sociais. (Sobre a razão e o motivo

Eu, Você e os Homicídios

Tenho procurado acompanhar atentamente alguns acontecimentos que acomete grandes e pequenas cidades espalhadas nos mais diferentes rincões brasileiros. Um desses fenômenos que me chama consideravelmente à atenção, está relacionado com o que consideramos por violência, materializada principalmente por meio dos incontáveis homicídios. Não é somente à ação em si que leva a reflexão, mas, principalmente as possíveis soluções apresentadas por representantes governamentais, autoridades especializadas e, também por parte da sociedade. Na maioria das vezes, os representantes desses seguimentos mencionados acima, incapazes de compreender o fenômeno em si, nos apresentam como única alternativa para di

Sociedade dos Padrões

No dicionário Aurélio da Língua Portuguesa o termo “padrão” é assim definido: “Modelo oficial de pesos e medidas. O que serve de base ou norma para avaliação; medida. Objeto que serve de modelo à feitura de outro. Desenho decorativo estampado em tecido ou noutra superfície” (AURELIO, 2004, p. 542). Apesar de sua definição categórica, o termo nunca foi tão representativo da sociedade em que vivemos. É verdade que a sociedade contemporânea evoluiu em determinados aspectos (ciência, tecnologia, democracia, liberdade individual, conquista de direitos etc.), mas em outros regrediu de forma intermitente (direitos humanos, educação, saúde, questão ambiental, bem-estar social etc.). Nossa sociedade

Nosso descontentamento, as anestesias e o “eterno retorno”

De onde vem esse descontentamento tão comum a todos nós? É preciso fortes doses cotidianas de egoísmo para olhar para o lado e não desejar que tudo fosse diferente, como é possível viver em um mundo ignorando a dor dos outros? E ao mesmo tempo para os que sentem a dor do outro é cada vez mais difícil viver nesse mundo tão frio e egocêntrico, quem de nós esta imune a tudo isso? Todo esse ambiente hostil faz com que os casos de depressões, isolamentos, ansiedade social e suicídio se tornem cada vez mais frequentes entre nós, chegando a nem causar mais tanto espanto (a morte já não causa mais tanto espanto). Como diria Belchior e pedindo permissão para mudar um pouco a frase “sei que assim fala

Os Próximos Passos

No último dia 02 de agosto, tivemos à oportunidade de acompanhar mais de perto as leituras atuais e perspectivas vindouras dos(as) parlamentares nacionais. Como não poderia ser diferente, guardadas as proporções, acompanhamos um verdadeiro manancial de horrores que, inevitavelmente amedronta, entristece, esclarece e, por último, deixa sem esperança uma parcela significativa da sociedade que continua a visualizar na representação política uma possibilidade de diminuição de seus problemas. O fato das esperanças se esvaírem de forma mais intensa, não está necessariamente relacionado com o não afastamento do presidente, Michel Temer. Uma parte de nossa sociedade é sabia o suficiente para saber q

Renascer das Cinzas

A sociedade brasileira, representada por suas camadas populares parece ter uma capacidade impressionante para renascer literalmente das cinzas. E esse renascimento se constitui em virtude das suas próprias forças, não contando necessariamente com a contribuição de outras camadas sociais. No tempo presente, diante de tantas políticas públicas produzidas para os de sempre, em detrimento da maioria da população, alguns projetam um futuro próximo, carregado de mais agravos em todos os campos, desfavorecendo os que, historicamente sempre se encontraram desfavorecidos. Se depender da figura do estado, pensado em seu sentido mais amplo, não há dúvidas que as projeções pessimistas se sustentam, por

Parábola para Temer

Vamos imaginar. Jesus voltou. Jesus chegou, desta vez em terras brasileiras. Talvez o seu diálogo seja tudo isso: E a sua primeira fala foi a seguinte indagação: --Filhos, quais as boas ações que estão fazendo em prol da população pobre e trabalhadora desta nação? Não é que, um político altivo e maior signatário da República brasileira se colocou à frente para responde-lo. --Senhor, estamos fazendo tudo de bom para o povo. Aprovamos a reforma do ensino médio, reforma trabalhista e estamos em vias de reformar a previdência social, sem contar os impostos que aumentamos, ao qual, o povo já está compreendendo o que fizemos. Jesus, com sua paciência e sabedoria, falou em parábola para o seu inter

"A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento."

Platão

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