Por que o amor incômoda?

Na semana passada, o SESC Pompéia, em São Paulo, promoveu o colóquio Os Fins da Democracia. O evento teve a participação da filósofa norte-americana, Judith Butlher, considerada uma das filósofas mais importantes dos Estados Unidos na contemporaneidade. Butlher tem uma longa trajetória intelectual, discutindo questões sobre democracia, autoritarismo, movimentos sociais, e principalmente análises sobre gênero e igualdade social. A presença da filósofa no Brasil, em um contexto marcado pela retomada do conservadorismo, que se torna cada vez mais perceptível a olho nu, não passou distante dos “olhares” dos grupos conservadores, no qual fizeram desde petição online, à ataques físicos à filósofa

Os Novos Capitães do Mato

Que triste é viver em um tempo onde oprimidos se vangloriam de seus momentos de opressão! Este mundo sempre foi um lugar de poucos privilegiados e de muitos excluídos. A equação parece simples, a lógica seria que aqueles em maior número se unissem e lutassem contra todas as mazelas que lhes são impostas, virando a mesa do jogo de poder. Mas na prática as diferenças só se intensificam, e o poder dos poucos privilegiados é mantido graças a uma cisão entre os excluídos, constatando aquilo Simone de Beauvoir dizia “O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos.” Durante o horrendo período escravagista no Brasil os negros que fugiam de suas senzalas em busca

Classe Trabalhadora e Direitos Humanos

Primeiramente, gostaria de agradecer ao Professor Fabiano pelo convite, e dizer que é um prazer estar aqui com vocês, para juntos estabelecermos diálogos acerca das questões que envolvem o trabalho no Brasil. Outro aspecto à ser destacado é a importância de eventos como a 11ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos, que possibilita por meio de curtas, filmes, documentários, e outros, uma importante “provocação” junto a sociedade acerca do papel que atribuímos aos direitos humanos dentro da contemporaneidade. Nos dias atuais, caracterizado pelo crescimento de um caldo cultural conservador, como bem apresenta a filósofa Marilena Chauí, trabalhar com temáticas sobre direitos essenciais para a vivên

Diferença

Em uma análise sobre os atuais desdobramentos que concorrem no campo político, econômico e ideológico brasileiro, podemos chegar a uma constatação sintomática: vivemos em uma sociedade que não está preparada para o diálogo construtivo e muito menos para o exercício do contraditório. Quando nos referimos a diálogo e contraditório estamos querendo dizer que ainda não estamos preparados para ouvir e aceitar as idéias e opiniões divergentes da nossa. Se se nos deparamos com algo que se distancia bruscamente de nossas convicções e ideologias somos inclinados a receber com desprezo, ódio e intolerância o “diferente”. Quando nos referimos ao “diferente”, grifado em aspas, não estamos querendo trat

Mangas: ruas e estradas

Se você se identifica com as camadas progressistas da sociedade, haverá de convir que vivenciamos tempos difíceis. Nos encontramos em um contexto, no qual se torna cada vez mais evidente a reintrodução de retrocessos. Poderia utilizar o termo ressureição, mas, convenhamos, o caráter de ressureição, em tese, designa um sentido de morte, e o nosso caráter conservador, infelizmente, por ser uma identidade cultural nunca nos abandonou. Hoje, se manifesta livremente, permeando por diferentes camadas sociais, tanto no quesito econômico, como nos inúmeros valores culturais. Diante do caldo cultural preconceituoso, para utilizar o termo da filósofa Marilena Chauí, que se desabrochou abertamente a pa

"A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento."

Platão

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