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Mitos

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O mito é um dos elementos sociais que acompanha a humanidade ao longo do processo histórico. Por exemplo, quem se interessar em estudar o conceito Mito, pensado por meio de uma perspectiva plural, poderá recorrer à Antiguidade, no qual, encontrará sociedades que se pautavam por meio de aspectos mitológicos, nos valendo, principalmente, do exemplo grego. Quem apresenta uma análise pertinente sobre essa temática dentro do respectivo espaço é Jean Pierre Vernant, no seu importante livro, As Origens do Pensamento Grego (2015). Nesse livro, o autor demonstra o quanto o mito esteve atrelado a filosofia racional, influenciando diferentes pensadores no contexto da Filosofia ocidental.

 

 

Assim, por meio do pensamento de Vernant, fica nítido que o mito não é um aspecto que não tenha relação com o meio social, pelo contrário, o mito não somente estabelece relação, como é próprio meio social, porque quem produz o mito são as pessoas, e as pessoas são reais. Nesse sentido, o mito é mais do que real, faz parte das inúmeras realidades existentes. É possível ter importante percepções nesse sentido, se observado for as grandes civilizações americanas, que sempre pautaram as suas ações do cotidiano se valendo dos elementos sobrenaturais/mitológicos. Entre essas, podemos destacar, a Civilização Inca, a Civilização Maia e a Civilização Asteca.

 

Sobre essa última civilização, nos chama atenção os sacrifícios humanos que os astecas faziam. A ideia do sacrifício aparenta ser no primeiro momento, um ato de extrema violência, ou mesmo uma barbárie cometida pelos astecas, mas, para aqueles que procuram compreender os inúmeros significados dos sacrifícios humanos, conseguem compreender que não se tratava de uma violência, e tampouco um ato bárbaro, mas sim, um mecanismo simbólico/mitológico, com o intuito de manter o contato e harmonia com os deuses, como destaca Jacques Soustelle (2002). Nesse sentido, os mitos permearam, como procuramos evidenciar, e continuam permeando as ações das resistentes etnias indígenas espalhadas pelo continente americano.

 

Entretanto, apesar de parecer estar mais presente na historicidade humana, no sentido de penetração social, se comparado for com os dias atuais, o Mito é, um aspecto indissociável da vida cotidiana no tempo presente. Por exemplo, o cristianismo como seguimento religioso, ainda muito influente no mundo ocidental, está em um todo relacionado com os elementos mitológicos, desde o processo de criação do mundo via essa teologia, passando pela chegada e morte do seu principal expoente, Jesus Cristo, até o chamado juízo final, que não deixa de estar caracterizando por questões diretamente relacionadas com os meandros mitológicos.

 

Me utilizei do cristianismo, mas poderia me valer de inúmeras outras religiões, que possuem suas raízes, desenvolvimento e preceitos finais caracterizado pelos mitos. Em suma, muito provavelmente, sem os mitos não existiríamos enquanto sociedade. Os mitos, assim como uma parcela dos gregos interpretavam durante a Antiguidade, não são desdobramentos meramente irracionais, mas são a própria razão.

 

Ao caracterizar e compreender os mitos como elementos racionais, por serem construídos e socializados por sujeitos reais, teremos melhores e maiores condições de compreender, não somente as origens dos mais diferentes tipos de mitos, mas suas construções sólidas perante um determinado conjunto social. Os mitos são importantes, mas por si só dificilmente teriam relevância social. Por isso, um dos grandes mecanismos para se compreender a essência dos mitos, não está necessariamente nos mitos em si, mas, naqueles que os propagaram e continuam propagando.  

 

Em muitas ocasiões, os mitos não somente estão próximos de nós, como somos em essência, seres mitológicos.

 

Abraço e boa semana para vocês!.

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"A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento."

Platão

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