Não foi Cabral

Indígenas obrigados a deixar suas terras
Com discurso de prover recurso
Recurso à custa do impulso ganancioso de ter mais
A custo de vidas
A custa da cultura desmerecida pela história que engana.
"Descoberta"?
Encoberta a morte de nossos ancestrais
Índios queriam espelho?
E o espelho da alma de quem explora sem temer o caos?
Alguém conta a verdadeira história!.
Nossas raízes portuguesas embasadas no sangue
Do povo vermelho
Vermelho da pele
Do urucum.
Um ancião morre numa tribo indígena
Para o governo mais um
Para o seu povo esperança
A crença.
Cultura?
Ah, frescura
O desprezo do governo demonstrado numa cova rasa
Fumaça?
Só cheiro de madeira de lei queimada
Pau Brasil?
Quem disse que não serviu
Pra montar o circo de um hino sem brio.
Texto:
Emanuela Macedo Arantes






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